sexta-feira, 20 de julho de 2012

As diferenças entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa



As diferenças entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa

Apesar das semelhanças, as diferenças doutrinárias são profundas, conforme abaixo resumidas.

a - Primazia e infalibilidade papal: A Igreja Ortodoxa não aceita, de forma alguma, tanto a primazia como a infalibilidade do bispo de Roma, o Papa, conforme definido pela Igreja Católica.

b - Espírito Santo: pela doutrina católica, o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho, definido no Concílio de Nicéia, enquanto que, para os ortodoxos, o Espírito Santo só procede do Pai.

c - Juízo particular: a Igreja Ortodoxa não aceita o Juízo particular imediatamente após a morte, como ensina a Igreja Católica, admitindo somente o Juízo Universal; conseqüentemente, a Igreja Ortodoxa não admite a existência do purgatório nem do limbo, bem como não aceita as indulgências.

d - Imaculada Conceição: Nossa Senhora, para os ortodoxos, foi concebida com o pecado original, enquanto que a Igreja católica sempre defendeu o contrário, definido por Pio IX como dogma, em 1854.

Algumas diferenças relativas à liturgia, ao culto, aos sacramentos e à disciplina eclesiástica:
a - Para os ortodoxos, a consagração do pão e do vinho é realizada no Prefácio da Missa, e não no Canon, com as palavras pronunciadas por Nosso Senhor na última Ceia, conforme a liturgia católica.

b - Na Igreja Ortodoxa não há as tradicionais devoções da Igreja Católica, como a comemoração de Corpus Christi, do Sagrado Coração de Jesus, a cerimônia da Via Crucis, o culto ao Imaculado Coração de Maria, Rosário, e outras.

c- Os ortodoxos só aceitam ícones nos templos.

d- Para os ortodoxos, o Sacramento do Matrimônio é ministrado pelo padre, enquanto que para a Igreja Católica, os ministros são os nubentes.

e - Os sacerdotes ortodoxos têm liberdade de optar entre o celibato e o matrimônio, enquanto os sacerdotes católicos são celibatários.

A Missa é um ponto semelhante: em ambas renova-se o sacrifício do Calvário. A Igreja ortodoxa segue a Missa composta por S. João Crisóstomo, portanto válida, embora ilícita, pela separação que há com o Papa.

A relação entre os líderes de ambas, pelo que foi visto em Assis, é cordial. Porém, você pode notar que as diferenças doutrinárias são profundas e que, para suplantá-las, é necessária uma verdadeira conversão.

Nosso Senhor Jesus Cristo, na parábola do Bom Pastor, referindo-se às ovelhas que se encontram fora do seu aprisco, disse: "... é preciso que eu as traga e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (S. João 10, 16).

Com tais palavras Nosso Senhor exprime um desejo ou uma oração para que todos se submetam aos ensinamentos que Ele nos deixou, sob a orientação de um só pastor, Pedro e seus sucessores, e não de vários, ou de quaisquer pastores. Para isso é necessário, antes de tudo, professar a mesma e única doutrina por Ele ensinada. Essa é a única tentativa de união.

"Carnaval com Cristo" é um ato profano...




"Carnaval com Cristo" é um ato profano.
                                Associar o Santo nome de Cristo ao carnaval é uma    heresia"O que podemos dizer sobre o dito "Carnaval com Cristo", onde muitos protestantes e carismáticos fazem questão de associar o nome Santo de Cristo com a festa pagã e profana que é o carnaval. É uma verdadeira blasfêmia e heresia, muitas paróquias católicas dedicarem seus ditos ministérios para danças e encenações.

O VERDADEIRO CATÓLICO, faz do carnaval, uma preparação para a Quaresma que deve ser realizada com muita oração, penitência e caridade.

O carnaval não é uma festa católica. Era uma festa pagã que os romanos realizavam em fevereiro, as februália.

Como os cristãos iam passar quarenta dias sem comer carne, o nome carnaval se entendeu como "carne vale", isto é, os últimos dias em que se podia comer carne antes da Quaresma.

O Carnaval é uma festa profana (contrário ao respeito devido às coisas sagradas) mais antiga que se tem registro, provavelmente há mais de três mil anos. As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus da vinha, do êxtase, também conhecido como o deus do Baco, mais tarde celebrado em Roma, espalhando-se para os países de cultura neolatina. Ele (Dionísio), era representado como uma figura humana, só que de chifres, barbas, pés de bode e um olhar meio embriagado. Segundo o que verificamos na história, os primeiros seguidores do deus Dionísio foram as mulheres, isso há mais de três mil anos atrás, que viam nesses dias que lhe eram dedicados um momento para escapar da vigilância dos maridos, irmãos e pais, para poderem cair na folia, nas danças e gritos de júbilos. Os homens não demoraram a aderir as "procissões" das mulheres. A festança que se estendia por

Três dias, encerravam-se com uma bebedeira coletiva.

Nos primórdios do culto a Dionísio, as autoridades (a corte, os sacerdotes e os ricos) não gostavam nada daqueles festejos. Uma de suas razões é porque eram vítimas das sátiras.

Os festejos além de serem uma teatralização coletiva da inversão de tudo, serviam de um acerto de contas do povo com os seus governantes. O povo (pobre) vestia-se de rei, o libertino como guia religiosa, a prostituta local posava como donzela e homens reconhecidos como tal, vestiam-se de mulheres.

No século VI ªC, Pisístrato, o tirano de Atenas, oficializou homenagens a Dionísio. Construiu-lhe um templo (teatro Dionísio) na Acrópole, que está lá até hoje. Aí, começou a ter concursos de peças cômicas ou dramáticas para celebrá-lo no palco, iniciando assim em Atenas a política do amparo as artes cênicas pelo Estado. Nessa época, a subversão dos costumes, fazia com que as pessoas ficassem soltas pelos campos provocando "loucuras". O povo caía na desordem e no deboche às autoridades, eles usavam essa festa da colheita dedicada ao deus Dionísio, como um subterfúgio para fazerem tudo aquilo que lhes eram prazeroso. Quando o carnaval foi trazido pelos portugueses para o Brasil no século XVII, o povo colonizado rapidamente aderiu como a maior festa popular brasileira, como um imperdível momento de inverter, ainda que simbolicamente, as dificuldades em que viviam pela ganância da Coroa. Todos os festejos giravam em torno do Rei Momo (deus pagão, que presidia os festejos carnavalescos em Roma). 

A partir de 1935 começaram a sufocar essa festa popular, submetendo os desfiles populares a regulamentos, horários e trajetos a serem cumpridos a risca. Ë a ordem da desordem! Com isso houve uma troca da contestação divertida para a sensualidade exposta.

http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1663/37/